terça-feira, 8 de dezembro de 2015

A estrada é longa e o tempo é curto

Fiz uma lista do que tenho feito ultimamente:
- Trabalho intenso;
- Noites mal dormidas;
- Atitudes erradas;

Fora aquelas coisas das quais nem sei como escrever. Tenho me deixado um pouco de lado, minha proatividade tem funcionado muito bem, porém tem sido direcionada apenas a outras pessoas. A estrada é longa e o tempo é curto, preciso buscar novos lugares, novas pessoas e novas promessas. Como diria o poeta Lucas Silveira: "Lá pode ter um novo amor para eu viver... tudo pode estar lá."

Não mudei muito desde a ultima vez que apareci por aqui. Ainda não sei bem o que quero, mas acho que estou próximo dessa grande descoberta. Talvez esse tempo confuso seja o que preciso para entrar novamente nos eixos. Essa ano foi péssimo, perdi amigos por coisas que não valem nada. Ouso dizer que esse ano foi uma completa perda de tempo.

Mas a estrada é longa e o tempo é curto. Levanto a cabeça mais uma vez e agora posso ao menos imaginar até onde conseguirei ver.

sexta-feira, 7 de agosto de 2015

Jaqueta velha

Não sei bem o que esse texto significa, dizer que é um agradecimento seria deveras estranho. Mas há uma coisa que já me acompanhou em diversas jornadas. Me protegeu em noites geladas e acolheu muito bem grandes amigos. Ah! Minha velha jaqueta velha! Sempre que a pego para usar, as vezes até sem necessidade alguma, me vem aquele tipo de lembranças, algumas bem distantes e outras que podem ter acontecido ontem mesmo. Olho para ela e vejo seus braços (bem na altura do cotovelo) bem gastos, resultado de uma coleção de histórias e aventuras. Seria ousado demais da minha parte, com essa memória que pouco me ajuda, lembrar há quanto tempo ela está comigo, mas posso afirmar que já se foi um bocado de tempo, mesmo assim o apego é aquele que se tem por uma roupa nova, afinal, nada pode substituir a minha boa jaqueta velha.

terça-feira, 16 de dezembro de 2014

Algumas considerações

O ano está prestes a chegar ao fim, esse passou rápido. Nem parece que já se faz quase um ano em que eu decidi ficar completamente bêbado no natal, só por não ter o que fazer. Pois bem, o fato é que o ano está acabando e não há nada que possamos fazer para reverter a situação, mesmo que pudêssemos, de que valeria?

Tenho algumas considerações. Não são agradecimentos, isso fiz no mesmo momento em que cada caso aconteceu. Casos como as descobertas, lugares novos, pessoas novas e ideias novas. Os casos sem causas, também. A chace de perceber que aceitar que está errado é algo mais valioso do que sustentar qualquer teimosia. O bares e as cervejas (que esse ano foram muitas), as conversas, sim, elas foram essenciais para sobreviver a mais um ano. Os encontros e reencontros. Aqueles que estiveram bem perto a ponto de me chamar a atenção sempre que preciso, e aqueles que estiveram perto, mesmo de tão longe. Imaginem só, esse ano comecei a realmente ganhar dinheiro escrevendo! Agradeço a todos os envolvidos, esses que não escreveram uma só linha, mas incentivaram, leram e releram, reclamaram, me ensinaram. As sessões de cinema, as jogatinas disputadíssimas. Os beijos, os abraços e, claro, os amassos, por que não?

Alguns bons projetos morreram, mas é como dizem: foi bom enquanto durou. E é bem melhor ser bom enquanto durar ao ter que acabar de tão ruim que está. Também foi bom ter a chance de ensinar qualquer coisa a qualquer alguém. Foi primordial aprender com tantos outros. Foram histórias colhidas e recontadas, algumas outras até vividas, criadas. As músicas e os shows, cada coisa incrível. Mais incrível que isso foram os problemas, pareciam não ter soluções, mas no fim ainda saia triunfante e com a sensação de que poderia consertar o mundo. O pessoal do Twitter, tantas ideia, intrigas e declarações que fizeram minha timeline parecer uma novela da Globo. O pessoal do Facebook... Bom, sabem que pouco ando por aquelas bandas, mas sem dúvida é um ótimo lugar para encontrar colecionadores de games (outra grande paixão).

Escrevo isso porque esse ano foi realmente diferente, não sei se melhor ou pior, mas ao invés de ficar na minha e esperar que as coisas passassem, fui atrás de tudo o que eu queria. Claro que não consegui, mas já aprendi como fazer e para o próximo ano, bom, ele que se cuide.

terça-feira, 9 de dezembro de 2014

Doando infância

Há tempos atrás separei alguns livros que pretendia doar para alguma pessoa ou biblioteca. Hoje decidi entrar em contato com a Biblioteca de São Paulo e ver qual era o processo de doação, então me pediram a relação de livros, eu não imaginava o quanto isso seria difícil.

Lembranças podem ser um grande problema para quem é tão apegado a ela, e que não entendam essa apegação como algo negativo. Enquanto revia os títulos com a certeza de que daqui uns dias não seriam mais meus, me vi passando de marujo a capitão, andando pelas ruas de Ouro Preto e procurando soluções para problemas familiares. A viagem a Angola e os perigos ao ser emboscado por piratas, mercenários e criaturas monstruosas. Tudo o que me carregou da infância à juventude com grande maestria. Difícil desapegar, a vontade que tive foi de colocá-los novamente na prateleira e não deixar que ninguém mais os visse.

Mas ainda assim, desejo doar tais livros, não como um modo de inflar meu ego sendo um bom feitor, mas compartilhando a histórias que me levaram a ser quem sou e crendo que as crianças que têm hoje a idade que eu tinha quando os li, acreditam que a linha que divide a realidade do imaginário é tênue e, por vezes, vale a pena se perder do outro lado.

Quem sabe isso leve outros amigos, ou leitores aqui do blog, a praticarem a mesma ação. Se pensarmos bem, esse apego pode ser resolvido com idas futuras a biblioteca, onde os livros estão sendo bem cuidados por aqueles que também os adoram e os devoram vorazmente.

quinta-feira, 16 de outubro de 2014

Sobre domingos de manhã

Estava lendo "A Garota que eu Quero", de Markus Zusak, e fui obrigado a interromper a leitura - por volta da página 120 - para escrever sobre domingos de manhã. Por vezes, é um momento mágico, a mesa encostada no canto da cozinha, com tanta coisa que mal cabe a xícara de café. A família reunida, conversando sobre política, futebol, cinema e qualquer porcaria, esquecendo qualquer briga ou intriga resultada do cansaço cotidiano. Um momento mágico acompanhado de risadas e reclamações, a verdadeira reunião de família. Algumas vezes só olho para todos e desejo que aquilo aconteça mais vezes, mas não todas as vezes, o suficiente para um saber que o outro sempre estará ali, reclamando ou contando uma piada. Um domingo de manhã é de verdade, é real, é a única coisa que pode fazer crescer o desejo de que o domingo chegue logo. Agora volto a ler, enquanto esse bendito domingo não chega.